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27 de jun. de 2009

O futuro é verde


Acompanhar a história da evolução das cidades é muito interessante. Em especial a recente história da cidade moderna. Gênios como Le Corbusier e tantos outros estiveram em um ponto da história que pouquíssimmos tiveram o privilégio e especialmente a oportunidade de participar. Se você olhar como eram as cidades antigas (antes do século 20) e como é uma Brasília por exemplo, a diferença é gritante: é um novo mundo, que ultrapassa a mera aparência, e se estende à estrutura (transportes, saneamento, eletricidade, entre outros) e a uma nova filosofia de vida.
Heróis como Le Corbusier nasceram em lugares onde não havia esgoto! Passa-se a entender a forte oposição e desejo de mudar que alimentava tal geração do início do século 20. Inspiração que chegou ao delírio, ao afirmar que cada nova geração destruiria tudo o que já fora construído e faria as coisas a seu modo.
Mas passado cerca de um século ou mais, comprova-se que muito foi teoria e especulação. Hoje existe a consciência de que há edificações que merecem serem mantidas, tanto pela história e por ainda serem úteis. Sem falar que é algo meio narcisista querer ver tudo com a sua cara.
Quero falar sobre a visão que tinham da cidade do futuro. Chegou a existir um movimento dentro do modernismo arquitetônico chamado Futurismo (o qual legou o visual que hoje é usado nas hidroelétricas) que levou as pessoas a sonharem um mundo dominado pelo conforto das máquinas (o desenho dos Jetsons é fruto disso). Mas não se concretizou, afinal quem sabe o futuro? Mas a tendência tecnológica se firmou, como hoje se comprova, tanto na parte boa quanto na ruim (desde meados dos anos 70 e 80 se percebeu que o excesso de poluição é catastrófico ao planeta e ao homem).
Hoje existe algo que tem adquirido mais destaque, o chamado "design ambiental" que parece que realmente veio para ficar. O resultado de uma cidade moderna - ou melhor, contemporânea - seria o equivalente a juntar a cidade fictícia dos Jetsons com um grande jardim botânico. E tudo indica que a coisa anda pra esse lado, visto toda a ênfase que está sendo dada à ecologia e à autosustentabilidade. Curitiba é um exemplo para o mundo de algumas iniciativas que deram certo já há um bom tempinho. Existe um bairro nestado americano da California que quando foi construído fez os investidores acharem que era coisa de doidão, mas hoje se vê que estavam mais que corretos: incorporados às construções e à vida diária das pessoas estão as árvores e hortas, de maneira muito feliz por sinal.
Sinais disso são notados em nossa vida diária por exemplo na crescente reciclagem de papel e iniciativas de incorporar elementos da natureza a favor do progresso, como reutilizar a água da chuva. Tudo isso acaba sendo incorporado naturalmente nas gerações futuras, o que trará um resultado muito bom às cidades.
E já que cidades não podem realmente ter um ponto final (do ponto de vista do urbanismo), o resultado irá sendo visto conforme for correndo o tempo, o que poderá gerar coisas muito interessantes de se acompanhar. Chega a ser incrível como na esfera global parece que o dito homem civilizado geralmente procurou opor sua obra em relação à natureza da qual ele faz parte e lhe causa bem estar, mas tudo indica que no que diz respeito ao urbanismo há uma luz no fim do túnel e não é um trem vindo.

9 de mai. de 2009

Cooperativa de Artistas da Serra Gaúcha







De olho na necessidade e também em alternativas econômicas em meio a tanta especulação disso que chamam crise, está sendo montada uma cooperativa de artistas em Caxias do Sul, ainda em fase de germinação. A idéia é facilitar o acesso dos produtos artísticos ao mercado além de ajudar a desenvolver o trabalho dos associados (que podem ser iniciantes ou não) e por tabela dar uma aquecida no ramo cultural. Os dois membros operantes do blog têm comparecido a reuniões, que têm ocorrido nas dependênicas do Centro de Cultura Ordovás. A coisa está sendo bem elaborada, e trabalhando bem, dará bons frutos, com certeza.

26 de mar. de 2009

Clube Caiubí de Compositores


Nem tudo está perdido! Há alguns meses fiquei sabendo, através de um amigo compositor, da existência de um site, ou melhor, de uma rede social chamada "Clube Caiubí de Compositores". Diferente de outras redes de relacionamento, essa reúne apenas pessoas que de uma maneira ou de outra estão ligadas concretamente ao mundo da música. São compositores, cantores, músicos, poetas, produtores, empresários da música, enfim, pessoas que tem em comum trabalhos relacionados a essa arte. E agora no próximo dia 30, o Clube Caiubi de Compositores vai comemorar os sete anos do grupo - considerando sua vida pré-internet - com um evento multimídia que reunirá artistas em shows simultâneos em São Paulo, Ribeirão Preto, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Porto Alegre ,Jaú, Itaparica, Vitória, Fortaleza, Santo André, Buenos Aires, Lisboa e Madrid. Fantástico! De um pequeno grupo de pessoas que começaram a se encontrar para tocar suas músicas na Rua Caiubí (em Sampa), para uma "instituição" com base na rede mundial e com conexões que não param de se espalhar. São mais de três mil pessoas trocando idéias, mostrando seus trabalhos, estabelecendo parcerias! O que a indústria nacional da música não quis ver, criou pernas e está ficando cada vez maior. Viva a Música Popular Brasileira!!

Visite:www.clubecaiubi.ning.com

10 de fev. de 2009

Viva a experiência

Com tanta informação e tanta preocupação com o bom uso do tempo, acabamos ficando alienados de um elemento importante na vida: a experência. Não apenas no sentido do acumulo de vivências ao longo do tempo, mas no conceito simples da palavra, e como se aplica no nosso dia.
O rio da informação é como um rio de verdade, bom pra dar um bom mergulho e uma nadada, mas como um bom rio, seu lugar á abaixo de nossos pés; se ele estiver acima de nossas cabeças, nos afogamos.
Que o digam o monte de "novidades" espalhafatosas que nos assaltam todos dias: uma querendo chamar mais a atenção que a outra; que o digam o monte de bookmarks de sites que nunca vou parar pra ler; sem falar no Second Life! Mal vivo a primeira e vou me enfurnar numa vida secundária? Nada contra o virtual, mas por favor!
Tive contato com um texto muito bom que me fez refletir e compartilho aqui alguns trechos:


"A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece."

"O sujeito da informação sabe muitas coisas... porém com essa obsessão pela informação e pelo saber (não no sentido de "sabedoria", mas no sentido de "estar informado") o que consegue é que nada lhe aconteça."

"...uma sociedade da informação é uma sociedade na qual a experiência é impossível."

"O sujeito moderno é um sujeito informado que além disso, opina... em nossa arrogância, passamos a vida opinando sobre qualquer coisa que nos sentimos informados... essa obsessão também anula nossas possibilidades de experiência, também faz com que nada nos aconteça."

"...a experiência é cada vez mais rara por falta de tempo. Tudo que se passa passa demasiadamente depressa, cada vez mais depressa."

"Esse sujeito da formação permanente e acelerada(...) da reciclagem sem fim(...) é um sujeito que usa o tempo como valor ou mercadoria (...) que não pode ficar pra trás (...) e nessa obsessão de seguir o curso acelerado do tempo, esse sujeito já não tem tempo."

"O sujeito moderno é animado por portentosa mescla de otimismo, de progressismo e de agressividade: crê que pode fazer tudo o que se propõe e para isso não duvida em destruir tudo o que percebe como um obstáculo à sua onipotência.(...) Está sempre desejando fazer algo (...) Independentemente de este desejo estar motivado por uma boa ou má vontade, o sujeito moderno está atravessado por um afã de mudar as coisas. E nisso coincidem os engenheiros, os políticos, os industrialistas, os médicos, os arquitetos, os sindicalistas, os jornalistas, os cientistas, os pedagogos e todos aqueles que PÕE NO FAZER COISAS sua existência. Nós somos sujeitos ultra-informados, transbordantes de opiniões e superestimulados, mas também sujeitos cheios de vontade e hiperativos. E por isso, por sempre estarmos querendo o que não é, porque estamos sempre em atividade (...) não podemos parar. E por não podermos parar, nada nos acontece."

"A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção (...)requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, (...) sentir mais devagar, demorar nos detalhes, suspender a opinião (...) cultivar a atenção e a delidadeza, (...) escutar os outros, cultivar a arte do encontro, (...) cultivar a paciência e dar-se tempo e espaço."

"... é incapaz da experiência aquele que se põe, ou se opõe, ou se impõe, ou se propõe, mas não se expõe, (...) com tudo o que isso tem de vulnerabilidade e risco.
É incapaz da experiência aquele a que nada lhe passa, (...) nada lhe toca (...) nada o afeta (...) nada o ameaça, a quem nada ocorre."

"...somente o sujeito da experiência está portanto, aberto à própria transformação."

"...o saber da experiência se dá na ralação entre o conhecimento e a VIDA humana."


Enfim, idéias interessantes, profundas e no geral corretas e úteis, que irei experimentar um bom tanto. Espero que possam ter alguma utilidade pra mais alguém.

Fonte:
Notas Sobre a Experiência e o Saber da Experiência
Jorge Larrosa Bondía
Revista Brasileira da Educação, jan-abr 2002, pgs 20-28

29 de mai. de 2008

Projeto Lei 29/2007: também quero TV a Cabo!

Ao ir conferir o conteúdo de um site chamado Liberdade na TV, me deparei com um site tendencioso de uma tal de ABTA, que visa ir contra o interesse de um projeto de Lei que pretende levar o sinal de TV a cabo para mais pessoas, usando as empresas de telefonia como transmissoras e também a fomentação da produção de conteúdo nacional, pela imposição de cotas. Leis desse tipo, que envolvem questões de infra-estrutura, tecnologia e democratização de informação precisam ser muito bem esmiuçados e é o que está acontecendo.
Mas a polêmica está sendo gerada pois vai contra os interesses das atuais empresas de TV a cabo: quebrando monopólios e contraditoriamente porque os donos da situação se sentem indignadas com a imposição de cotas de exibição de produções nacionais: se dizem a favor do crescimento da produção audiovisual brasileira, não fazem nada pra isso e se sentem indignados de tirar programas porcaria estrangeiros pra dar espaço a produtores de conteúdo daqui. E olha que as tais cotas não são tão altas assim (10% de produto nacional nos canais estrangeiros e 50% de canais nacionais). E as TVs poderão continuar colocando conteúdo estrangeiro de qualidade à vontade. Alegam que você perderia o poder de escolha. Como, se aumentam as opções? É interessante notar que leis como essa fazem os EUA faturar tanto com cinema.
Mais competitividade será ótimo pro público, que terá mais oferta por melhores preços - uma saída da TV aberta ou da TV a gato - mas com certeza essa lei iria beneficiar principalmente nossa produção cultural, abrindo espaços para produtores independentes de pequenos e médio porte, num processo mais democrático semelhante ao que ocorre com a internet.
Tomara que aprovem.

Aqui uma entrevista do deputado que lançou o projeto:

http://www.mundorecordnews.com.br/play/8f5727d0-168c-4c94-9cc5-798b57ae990b - parte 1

http://www.mundorecordnews.com.br/play/01f68c4e-3707-41be-b7e0-a725a9d565fe - parte 2

2 de out. de 2007

Direitos Autorais a as Transformações na Indústria da Cultura

O espírito democrático é provavelmente a melhor coisa que existe na "aldeia global". A internet opera segundo regras que permitem o acesso a todo tipo de informação a praticamente qualquer pessoa ( a limitação, óbvio, é o acesso à conexão ).
Porém, leis e ordem sempre foram necessários, e a questão dos direitos autorais deve ser observada por quem põe à disposição obras artísticas autorais. Uma ferramenta interessante que deveria ser conhecida por todos, é o Creative Commons, que merece uma estudada, pois em alguns casos ( não todos) pode ser usada e é gratuíta.

Para um primeiro contato com o assunto, ouça o seguinte podcast: http://www.podcastdirectory.com/podshows/787220.

Quem tiver interesse e banda larga, vale baixar o vídeo: Good Copy, Bad copy.
http://thepiratebay.org/tor/3720299/Good_Copy_Bad_Copy_%28Legendas_PTBR%29
Clicando nos links, vai baixar um torrent que permite baixar o vídeo (eu baixei usando o Ares).
Bruno Magrani em culturalivre.org.br explica do que se trata esse documentário:
"Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke lançaram o melhor documentário sobre direitos autorais e cultura já feito até hoje. Com entrevistas que vão desde o DJ Girl Talk, até o produtor nigeriano Charles Igwe e passando pelo presidente da International Federation of the Phonografic Industry, John Kennedy, os diretores conseguiram captar a tensão existente no debate atual entre detentores de conteúdo da indústria tradicional e artistas da nova indústria. O nome "good copy, bad copy" não poderia ser melhor para ilustrar este contraponto alertando sobre o papel que o direito autoral pode desempenhar tanto para aprisionar estas novas formas de expressão cultural, quanto para libertar a cultura permitindo uma revolução criativa mais profunda. Participam também o criador do Creative Commons e vários outras pessoas ligadas à questão da produção cultural e direitos autorais."

13 de ago. de 2007

A polêmica do Estadão contra os Blogs

Há cerca de uma década existe um livro chamado The End of Print, do designer David Carson , além do seu desgn que ditou forte tendência na década de noventa (aqueles visuais radicais, sujos e extremamente cool que é muito usado por jovens, especialmente em esportes radicais) `profetizava´ que com o advento da informática, a imprensa tradicional sumiria. Não se cumpriu, inclusive um dos papéis da informática, que seria reduzir a quantidade de papelada nos escritóros na prática não se comprovou, alguns até dizem que agora se imprime mais que antes...Mas a presença cada vez mais forte dos blogs veio colocar mais caldo pra essa sopa:

Vi na TV: mulheres falando sobre homens… e tascam a pérola: “homens ruivos e com aparelhos nos dentes têm mais chance de ficarem ricos”. Tiraram essa verdade dos blogs de dois garotos ruivos e que usam aparelho dentário. Conclusão: blogs são fontes não confiáveis de informação. Essa é uma campanha do portal Estadão que está causando buzz gigantesco na blogosfera brasileira. É só ver a capa do Rec6 deste Sábado para se ter uma idéia do que estou falando. Pelo menos 11 textos das 20 entradas possíveis referem-se à polêmica que a campanha causou.

Isso claramente mostra o medo que a mídia tradicional centenária - o jornal Estadão está por aí desde o século XIX - tem da democratização da distribuição da informação. Hoje todo mundo pode ter um blog. Antes de Gutenberg o domínio do que era publicado ficava nas mãos da Igreja. Só ela possuia os recursos para pagar escrivãos, ou seja lá como se chamavam os que escreviam. No Egito antigo o cargo de escriba tinha status gigantesco. Publicar algo era caro. Caríssimo.

Gutenberg veio e diminuiu os custos. Mais pessoas puderam publicar. Ainda era caro, mas muito mais fácil divulgar livros e jornais com tiragens grandes. Foi em algum lugar, por esta época, que surgiu o Estadão. Agora vieram os blogs e o conteúdo colaborativo . De novo, os custos de publicação caíram. Só que desta vez para quase zero. Sem contar que o advento do adsense tornou possível a monetização destes sites. Agora todos são publishers e todos são anunciantes.

Não culpo o Estadão por morrer de medo dos bloguinhos. Hoje com um blog gasta-se poucos reais ao invés de milhões para ter alcance global. Imprimir está fora de moda. Claro, é necessário qualidade para sobreviver na multidão. E a blogosfera tem mostrado qualidade de sobra. Isso dá um medão no Estadão. Ah, homens japoneses que possuem blogs de tecnologia têm mais chance de ficarem ricos do que ruivos de aparelhos…

Texto de Alexandre Fugita (http://www.techbits.com.br/2007/08/11/estadao-com-medao-dos-blog-inhos/)

Saiba mais em:
http://www.brainstorm9.com.br/archives/2007/08/campanha-do-estadao-contra-os-blogs.html

8 de ago. de 2007

Por falar em aquecimento...



Não vai resolver o problema, mas já não era sem tempo. Que surjam imitadores!

Congresso americano aprova lei para reduzir aquecimento

Do Yahoo

Câmara dos Representantes americana deu um passo sem precedentes para reduzir as emissões de gases estufa e, por conseqüência, o aquecimento global, ao aprovar uma extensa lei de energia que obriga as companhias elétricas a gerarem 15% da produção com energia solar e eólica.

A lei foi aprovada sábado na Câmara por 241 votos contra 172, apesar da intensa oposição das grandes companhias de petróleo e de gás e da Casa Branca, que ameaçou vetar a medida.

Uma disposição da lei estabelece etapas graduais para reduzir o papel dos combustíveis fósseis na geração de energia, impondo pela primeira vez parâmetros federais, sob os quais as companhias terão que produzir 15% de sua eletricidade com energia solar, eólica e outras fontes renováveis até o ano de 2020.

Apenas 6,1% do atual consumo de energia dos Estados Unidos tem como origem fontes renováveis, segundo números do governo.

O novo parâmetro, segundo fontes do Congresso, resultará na redução de 500 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, um dos principais gases que contribuem para o aquecimento global.

21 de jun. de 2007

A era da colaboração

Esse início de ano (está registrado na primeira página de minha agenda), tive uma surpresa assistindo a TV, daquelas que se espera pra dar uma sacudida nas coisas. Assistindo um programa num desses canais educativos da TV aberta, estavam entrevistando dois entendidos de cooperativismo. Um deles era Édio Spier, um experiente senhor de Nova Petrópolis, RS, presidente há 32 anos (!) de uma cooperativa bancária (Sicredi). Ele conseguiu, com uma inteligente observação, trazer uma interessante luz sobre uma questão que há um bom tempo me atazana.
O comentário do homem foi mais ou menos isso:
“Esse sistema econômico que está aí – o capitalismo neo-liberal – tem os dias contados, não durará muitos anos. Será substituído pelo cooperativismo (...) num banco normal hoje, você deixa uma quantia de dinheiro investida e o banco te dá um rendimento de menos de 1% ao mês, mas, se você for pedir emprestado, ele te cobra um juro de mais de 8% ao mês. É muito mal distribuído. No cooperativismo, todos são sócios, e dividem as sobras igualmente entre si.”
Sabe que ele pode ter razão? A história tem ciclos de altos e baixos, e outros modelos despóticos de governo já tiveram sua ascensão e queda, e não será diferente com esse atual. Hoje, 1% da população abocanha mais de 50% do que todos produzem.
Conheço alguns vendedores que lidam com marketing de rede e que afirmam que 76% das mercadorias nos EUA são comercializadas via redes de relacionamentos. Acho meio exagerado, mas eles usam esse argumento como forma de dizer que é uma modalidade de negócios que tende a crescer. Uma recente edição da Veja disse que 1.300.000 jovens bem preparados desembocam no mercado de trabalho todos os anos. Empreendedorismo hoje é apontado como saída para o desemprego. Por falar em emprego, alguns dizem que o emprego acabou, ou, que hoje é preciso mais do que arranjar um emprego numa grande companhia, se escorar e se aposentar ali. É preciso ser proativo, um empreendedor mesmo, para manter-se numa boa posição em um mercado em constante transformação. Profissionais liberais hoje dependem mais do que nunca de uma boa rede de contatos para tocarem seus negócios adiante. A idéia do colaborativismo (acho o termo mais abrangente do que cooperativismo) está muito latente aqui, na internet: a web 2.0 está educando a nova geração num novo paradigma de sociedade, onde o outro não é visto como um simples concorrente.
Tome o rumo que tomar, achei muito interessante essa visão. Me parece ser uma maneira mais amena de alcançar uma distribuição de renda justa, que poderia vir a funcionar onde o comunismo falhou. Tendências são só tendências, mas são possibilidades que devemos dar atenção, pois de “simples” tendências como essa, pode vir um dia depender mesmo nossa sobrevivência no mercado, e na pior das hipóteses, um belo aprendizado. Prefiro a esperança do que lamentar os sinais dos tempos. Uma idéia dessas me deixou uma interessante pulga atrás da orelha. Cooperativismo? Puxa!!!