1 de ago de 2008

Onde andará o faça-você-mesmo?

Uma coisa que sempre admirei na gurizada daqui da rua foi a criatividade que se tinha.
Meu primo mais velho chegou a construir um carro com motor e tudo! Por falar em carros, outro primo fez um carrinho de lomba cheio de acessórios: buchas, banco, volante e o mais incrível: um sistema de freio que quando você pisava, acendia uma sinaleira na parte traseira do carrinho. Esse carrinho proporcionava uma experiência bem "didática": Os garotos iam num morro de asfalto à noite e o cidadão tinha de descer a lomba sem acender a luz. Os outros ficavam em cima do morro assistindo: se o cara pisasse, levava uma avacalhada. Aulas práticas de coragem.
Essa criatividade era muito usada, numa época em que poucos podiam ter brinquedos mais sofisticados. E era usada pro bem e pro mal. Lembro de uma vez, num daqueles infindáveis verões que fomos brincar de exércitos inimigos e quando alguém era capturado pelo exército inimigo ficava pendurado pelos pulsos (de verdade) numa árvore. Nem precisa dizer que acabou mal essa brincadeira! E olha que essas histórias que contei são pequenas amostras, sempre surgia algo da cabeça da molecada. Os video-games estavam apenas iniciando, então a rua era nosso sadio laboratório.
Olhando esses novos inventos no site Blog de Brinquedo, vejo que nem tudo está perdido pro Playstation. Hoje se tem muito mais opções e mais acessíveis (algumas). Dá só uma curtida nessa pipa com câmera ou nessa bicicleta com skate que parece um patinete. Mas o legal era fazer com as própria mãos mesmo.

Um comentário:

Leandro Daros disse...

Ahahah bons tempos!! Mas essa história de amarrar o cara na árvore eu nunca vi. Tem neguinho aí revelando seu lado psicótico...ahahaha
Le