8 de abr de 2008

Clapton abre o jogo


Embora já não esteja tão em evidência na mídia - e quem está hoje em dia exceto as "celebridades profissionais"? - Eric Clapton foi, é e será sempre uma das maiores figuras da história da música, e mais especificamente do Rock (ou do Blues como dirão alguns puristas). E para quem quer saber mais sobre sua trajetória nada melhor do que ler sua autobiografia. Lançada pela Editora Planeta no começo do ano, ela expõe, sem censura ou meias-palavras, todos os principais episódios da vida familiar, social e musical do músico de acordo com seus próprios critérios. Pra quem se criou ouvindo, dissecando e pesquisando tudo que tivesse a ver com o mundo do Rock, esse lançamento foi um achado. Ainda me lembro quando, com cerca de 13 anos descobri o tal guitarrista que anos antes havia sido chamado de "deus" através de um grafite num muro londrino, e que formava junto com Jeff Beck e Jimmy Page (um dos meus ídolos, então) a trinca sagrada de top guitarristas ingleses ligados ao Blues, surgidos nos anos 60 e com passagem pela mesma banda (The Yardbirds). Nesse livro, descobrimos quem realmente influenciou Clapton musicalmente, o surgimento das diversas parcerias musicais, o peso que algumas questões familiares tiveram sobre sua vida pessoal, as relações de amizade com outros músicos e artistas e principalmente o estrago que as drogas causaram ao longo da sua vida. Finalmente, acaba por se destacar a percepção que mesmo para um astro do Rock, coisas aparentemente triviais com vida em família, filhos, hábitos saudáveis acabam, mais cedo ou mais tarde, se revelando como fatores essenciais para se alcançar algo que todos buscam: uma vida feliz. Só não repare nos erros ortográficos que esporadicamente aparecem. Quem sabe a Planeta se toca e faz uma revisão mais apurada para a próxima edição.

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