5 de fev de 2008

No reino da folia

Enquanto o país se esbalda na sua tão aclamada festa popular "maior", a corte real instalada em Brasília vai fazendo das suas. Depois que a imprensa começou a prestar alguma atenção sobre o uso abusivo do tal cartão corporativo - excrescência criada pelo governo federal para avalizar gastos diversos sem licitação - várias bombas têm surgido. A última delas foi a descoberta dos abusos cometidos pela Sra. Matilde Ribeiro que resolveu levar ao pé da letra a função da sua pasta (Secretaria da Igualdade Racial) e andou gastando a torto e direito com o tal cartão. Pelo menos, dessa vez, foi afastada do cargo sem delongas. À lamentar, a já esperada posição da cúpula do PT, que em vez de apoiar a decisão e exultá-la como um bom exemplo, sai com a velha e surrada tese da "vítima de perseguição por ser negra". Enquanto isso, no Palácio do Planalto, nosso garboso presidente avaliza a exclusão das informações sobre gastos com alimentação das residências oficiais da presidência, do Portal da Transparência da Controladoria Geral da União. A decisão se deu depois que a imprensa começou a divulgar os valores astronômicos gastos com os tais cartões corporativos para bancar tais despesas. Mais uma vez, em vez de se esclarecer o porquê de tão elevados gastos, ou buscar diminuí-los, optou-se por proibir o acesso a tais informações, dessa vez utilizando-se o ridículo argumento de "questões de segurança". Esse é o Brasil. Quando nossos "poderosos" vizinhos bolivianos invadem uma propriedade estatal brasileira (a refinaria da Petrobrás) o assunto é tratado como mal-entendido entre compadres. Já quando se descobre uma gastança entre compadres, o assunto é tratado como de segurança nacional.
E segue a folia!!!

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